O Visível do Invisível

O filósofo Merleau-Ponty considera a visão como impregnada de visível e invisível. Concluí-se que o olhar é fruto da apreensão intelectual do objeto, o visível e não de vê-lo como um objeto apenas, assim sendo a visão tem sempre um outro ponto, o invisível. 

Hoje vivemos em um mundo contextualizado e rodeado de imagens representativas. A fotografia em si é uma forma de tornar visível aquilo que nos é invisível pela forma apressada de como vivenciamos as coisas e os fatos. Esse trabalho aponta uma forma de ver e perceber as coisas que fazem parte do nosso cotidiano, fazendo com que o observador dialogue com essas imagens de forma quase lúdica, exercitando o olhar para novas linguagens visuais. 

“Citar fora do contexto é a essência do ofício do fotógrafo. Seu problema principal é basicamente simples: o que deve incluir, e o que deve descartar-se? O limite dessa linha de decisão assinala as margens da fotografia. Enquanto o desenhista começa a trabalhar pelo centro da folha, o fotógrafo principia pela moldura”

                                                      Jacques Aumont em A Imagem.

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